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La Bohemie

Santos e diabos.

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«Não interessa onde estás, importa com quem estás», costumo dizer sempre que me perguntam para onde quero ir ou sair. Talvez por isso, o que eu mais gosto dos Santos Populares são as pessoas. As minhas, as que reencontro e as que conheço. As conversas intimistas, as piadas e gargalhadas que fazem doer o abdómen de tanto rir, os brindes, as histórias que ficam um dia para recordar. Claro que para mim, que nunca cresci num bairro e vivi bem longe de Lisboa, é fascinante ver as ruas da cidade que me viu nascer revestidas de cores, bandeiras, balões, harmónios e grinaldas. O cheiro a sardinhas assadas e farturas açucaradas, as músicas, os bailaricos... Junho é o mês mais festivo e mais aguardado do ano e não há quem não saia uma noite para um copo ou um pezinho de dança. São este tipo de festejos que nos tiram, por momentos, da crise, do lamento e angústia. São este tipo de festas que nos afastam de uma zona de completo desconforto e fazem-nos rir e dançar, divertir e conversar. E tudo isso deve-se às pessoas. As que continuam a fazer um esforço para que os Santos Populares sejam comemorados, as que festejam os santos e diabos e as minhas, que me mostram todos os dias como vida deve ser vivida e celebrada. 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Beijinhos, La Bohemie.