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La Bohemie

Fusing, um cardápio de experiências – musicais e muito mais.

O Fusing Culture Experience está de volta à Figueira da Foz. Entre os dias 14 e 16 de Agosto decorrerá pela segunda vez aquele que promete ser o festival de Verão mais alternativo do país. Entrevistei um dos organizadores, Carlos Martins, e explico-vos porque devem reservar já o vosso lugar ao sol.

Mafalda Saraiva – Durante três dias irá decorrer na Figueira da Foz a segunda edição do Festival Fusing, com mais de uma centena de actividades e espectáculos. Como é organizar um evento inovador que funde tantas vertentes como a música, a arte, a gastronomia e o desporto?

Carlos Martins – Acima de tudo é um grande desafio, uma aventura. É um processo que envolve um grande planeamento, de maneira a que todas as actividades tenham o seu próprio espaço. Nesta edição procuramos trazer uma nova dinâmica ao recinto através da criação de dois novos espaços: o Cooking Lounge Pingo Doce e a Surf Village que pretendem reforçar o peso da gastronomia e do desporto no FUSING.

MS – O FUSING é o festival com a organização mais nova de sempre – a maioria de idades é dos 25 aos 35 anos. Quem é que teve a ideia de criar um festival completamente diferente dos que já existiam em Portugal? Que ferramentas e contactos são necessários para criar algo desta magnitude?

CM – A ideia surgiu em Setembro de 2012 quando um grupo de amigos decidiu trazer para a Figueira da Foz um evento que se pudesse afirmar a nível nacional. A primeira fase do projecto foi a mais desafiante, altura em que se definiu o conceito do evento e se estabeleceram os primeiros contactos. Felizmente contámos com o apoio de diversos parceiros que nos permitiram fazer algo desta amplitude. Como a equipa é formada por elementos de diversas áreas, como marketing, design e arquitectura, permitiu uma visão 360 do que seria necessário para o sucesso do FUSING.

MS – Já vão na segunda edição, portanto deduzo que o conceito tenha sido elogiado e muito bem recebido. Mas para quem é novato nestas andanças, devem ter acontecido peripécias que correram mal. Gostava que partilhassem connosco uma que tenha sido caricata (ou um desastre) e tenham pensado «Não, isto para o ano tem de ser completamente diferente».

CM – Sim, obviamente que tivemos diversos episódios, alguns com mais piada que outros, que nos aconteceram. O recinto do FUSING foi estreado por nós, num novo espaço reabilitado pela autarquia da Figueira da foz. Pois bem, 4 dias antes do arranque do evento, ainda tínhamos retroescavadoras pertencentes à obra ainda em trabalhos. Com este curto espaço de tempo foi uma verdadeira odisseia ter tudo a postos, o que levou a um atraso na abertura de portas, algo que não pretendemos que se repita.

MS – Se a vossa premissa é trabalhar apenas com artistas portugueses, porque optaram por dar ao festival um nome inglês – Fusing Culture Experience? Acham que chama mais a atenção dos visitantes de fora?

CM – Honestamente, o nome FUSING não foi pensado nem para português nem para inglês. O conceito e o tempo verbal acho que acaba por nos definir. A fusão de diversas áreas e conceitos, num processo que pretendemos que seja continuo, sem fim.

MS – Vocês apostaram na primeira edição num cartaz totalmente nacional, contudo este ano têm duas novidades, e o plantel internacional é representado pelo norte-americano Slow Magic e o brasileiro Cícero. O que vos levou a quebrar a tal premissa? Diz-vos a experiência que o público ou o próprio festival precisa de mais?

CM – Em primeiro lugar, este ano o nosso cartaz internacional não conta só com Slow Magic e Cícero, mas também com a Boys Noize Records Showcase, através de D.I.M. e Djedjotronic. Também na área da Arte, temos dois nomes internacionais. Aitch e Saddo da Roménia fazem parte do plantel de artistas urbanos que vão intervencionar murais pela Figueira da Foz. Em segundo lugar, nunca afirmámos que o FUSING seria exclusivamente nacional, apesar de ter sido esse o cenário da edição anterior.
Acreditamos que o crescimento do evento também passa por artistas e projectos da esfera internacional. A nossa aposta será sempre os artistas nacionais, mas julgamos que a introdução de nomes internacionais só beneficiam a nossa música. Com público, media e managers internacionais, achamos que esta poderá ser uma porta para os palcos fora do país para a música nacional.

MS – Pela primeira vez no FUSING vai existir um novo espaço dedicado à cultura do surf, o Surf Village. O que é que vai acontecer neste espaço?

CM – Com a criação deste espaço quisemos mostrar ao público a importância do Surf e dos Desportos náuticos na cultura da Figueira da Foz. O espaço vai contar com programação própria, como Wakeboard e Wakeskate JAM Session, uma demonstração de Jetski pela mão da Federação Portuguesa de Motonáutica, entre outras. Para além destas actividades, vamos ter neste espaço shappers a criar pranchas de surf, bodyboard, assim como artistas a realizarem a respectiva intervenção , entre muitas outras surpresas!

MS – Já sabemos que é um evento completamente diferente de todos os outros, e ainda bem. Mas para quem nunca foi ao Festival Fusing, que tipo de ambiente vai encontrar? É como ir passar três dias à praia com muita comida, bebida e música? Leva-se chinelos à tarde e sapatilhas à noite? A que horas começa e termina o evento?

CM – Um ambiente multicultural e transversal às 4 áreas do evento. Um ambiente descontraído, chill out e jovem. É muito mais que comida, bebida e música. Acreditamos que somos uma Experiência, algo completamente diferente do que já podem ter vivido noutros festivais. Acho que mais do que escrever sobre isso, desafiamos toda a gente a comprovar isso com os próprios olhos. O recinto do evento abre todos os dias Às 15H00 de maneira a que o público possa aproveitar a praia que temos dentro do nosso recinto e fecha ao som da electrónica por volta das 04H30.

MS – Na primeira edição do FUSING, passaram cerca de 20.000 pessoas. Superou as vossas expectativas? De que forma é que este evento fez crescer o consumo da Figueira da Foz? Relativamente ao público, também foi apenas nacional ou, e tendo em conta o mês de Agosto, tiveram muitos visitantes de fora?

CM – Atingimos os objectivos que tínhamos delineado para nós próprios. Ficámos satisfeitos com a adesão ao FUSING e com a pequena invasão que a Figueira da Foz recebeu nesses 4 dias. Tentámos criar uma ligação entre o FUSING e a cidade, não só através da actividades, mas também através do comércio local, nomeadamente com a criação de packs com as unidades hoteleiras e com uma rota gastronómica por mais de 10 restaurantes. O público espanhol fez-se sentir numa presença já assídua na Figueira no mês de Agosto.

MS – Que dicas sugerem a quem está a pensar passar uma semana de férias na Figueira da Foz e muito tentado em ir ao Fusing Culture Experience?

CM – Que nos façam uma visita, aproveitem o Sol e praia da Figueira e que venham de espírito livre, recebendo de braços abertos todas as Experiências que envolvem o FUSING Culture Experience. O ideal será pesquisarem no nosso site www.fusing.pt todas as actividades que vão ter à disposição de maneira a não perderem nada.

 

Texto: Mafalda Saraiva

 

Beijinhos, La Bohemie.