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La Bohemie

Feiras e Mercados.

No ano passado, um amigo enviou-me muito organizadamente todas as indicações e informações sobre Amesterdão. E mercados de rua?, perguntei-lhe de imediato. Pois, isso é que já era pedir muito a um homem mais interessado no museu Van Gogh e no Museu da Heinekein. Claro que não desisti e dias depois, num espanto histérico, disse-lhe feliz da vida: «Olha, encontrei um mercado! O Albert Cuyp Markt. Tem 100 anos e fica mesmo perto da Heinekein Experience.» Sim, eu sou daquele tipo de pessoas que tem de encaixar na sua visita turística um mercado de rua. Não sei se tenho algum mercado ou feira preferidos, mas sei que fiquei deslumbrada com o mercado de San Telmo, em Buenos Aires, perdi-me de amores no Marché aux Puces, em Paris, e perdi a cabeça no Portobello Market, em Londres. Gosto tanto de visitar e passear por mercados de rua que o meu passeio preferido de sábado de manhã é, naturalmente, a Feira da Ladra. Sempre que estou por Lisboa e caso esteja um dia agradável, gosto de sair de casa, ir a pé sem pressa nem horários e almoçar no quiosque Clara Clara. A maneira mais fácil de não perder a cabeça nem a carteira é ir sozinha. Não gosto de perguntar o preço das coisas de cinco em cinco minutos, não tenho jeito para regatear e acabo apenas por ver. Mas a história muda de enredo quando vou com a personagem da minha irmã. Não sei como mas a minha irmã consegue comprar objectos a 3 euros quando custavam 10. Começo a achar que aquela miúda nasceu a regatear os seus direitos enquanto filha e irmã. Eu não consigo, eu não sou capaz. Eu tenho pena das pessoas e sinto-me mesmo mal por comprar uma mala de pele pura e em bom estado por cinco euros. Mas a minha irmã tem olho para a coisa. Vê, mexe, pergunta, propõe, regateia. É uma festa! E eu sinto-me sempre abençoada por vir para casa com coisas lindas para as minhas colecções. Se precisarem da companhia da minha irmã, posso negociar preços. 

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Beijinhos, La Bohemie.