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La Bohemie

Ai e tal, vidas...

Ai e tal, sortuda! Vais aos festivais todos, é só tirar fotos para o Instragam, que boa vida. E trabalhar nada, está quieto. Não é, minha menina? Sua desavergonhada que vais para lá laurear a pevide, enquanto devias estar fechada na Press Room a trabalhar. É, eu também já pensei assim. Quando era ainda mais miúda e comecei a ir aos festivais pensava para comigo «Um dia vou ser jornalista como estes tipos e vou ali para a Press armada em importante». Ahahahah Que tolinha! Na Press passa-se pouco mais do que um enorme grupo de pessoas a entrar e a sair, e a escrever desenfreadamente numa sala decorada com cabos e computadores. Quando se está no meio há muito tempo (que não é de todo o meu caso) é bom para encontrar colegas e descontrair um pouco. Mas repito, não é o meu caso - excepto a parte do descontrair um pouco. Um Festival vive-se no recinto, não numa sala de Imprensa. Ora, se eu vou trabalhar para um Festival para escrever sobre um Festival, tenho de estar a laurear a pevide entre o público; tenho de experimentar tudo como o público; tenho de ver, ouvir e dançar nos concertos como o público. Se fosse para escrever sobre algo que não conheço, escrevia um Romance. Mas então e como é que trabalhas num Festival? Simples, como o público. Tenho apenas o trabalho extra, o de escrever sobre o Festival. Funciona assim:

 

Primeiro, chega-se... 


 

 

Cumpre-se a rotina... Eu entrava sempre por uma porta um pouco desviada e longe de tudo, por isso transportavam-me num triciclo - patrocinado pela Fnac - até ao Press Lounge. Ficava uma hora sentada na esplanada a apanhar com água vaporizada para refrescar e, enquanto o café arrefecia, organizava a agenda de concertos de cada dia. O primeiro concerto - no Palco Heineken - era sempre assistido numa outra esplanada, onde bebia a minha única cerveja e brindava a um bom Festival. Como vêem, uma rotina muito simples e sem mordomias. 

 

 

 

 

 

 

Tira-se fotos às vistas...

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

E tira-se fotos À vista...

 

 

 

 

 

 

 

Tira-se mais fotos, com os amigos... Uma das melhores coisas dos Festivais, são as pessoas. Os amigos, os colegas, os inimigos, os conhecidos. Os seguidores do Twitter, do Instagram e do Facebook. Os leitores do blogue e do site. Mas os amigos... não há nada melhor do que estar a trabalhar e poder partilhar um concerto, uma fotografia, uma opinião com os amigos. Não tenho fotos com todos, mas adorei estar com uns, conviver com outros. Adorei os que conheci e os que revi. Vocês são uns fixes. 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Depois somos hipsters... é preciso entrar no espírito para se compreender o espírito. 

 

 

 

 

 

 

 

 

 (mensagens fofinhas dos meus gatos do Alive)

 

Não esquecendo as fotos aos pés... Não torçam já o nariz. Não ando a tirar fotos aos pés para mostrar os sapatos, que para isso levava os meus Louboutin. Uma amiga minha tem um projecto muito giro que se chama «Pés que tocam lugares» e eu há muito que lhe envio fotografias de todas as minhas viagens e festivais. 

 

 

 

 

 

 

Janta-se... O meu maior drama dos Festivais. Um diz que como donuts a mais. Outro comenta que demoro uma eternidade a comer uma sande de queijo e presunto. Há quem implique comigo por levar três horas a comer dois bocados de peixe... caramba, o sushi que nos davam no Press Lounge era tão bom que não entendo estas pessoas stressadinhas.  

 

 

 

 

 

Também se assiste aos concertos, pronto... 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Sem esquecer... as pessoas que não foram e gostavam de ter ido. Os amigos que não estavam e eu queria que estivessem. Eu sei que tenho um feitiozinho muito complicado, mas nunca esqueço daqueles de quem gosto e tenho sempre tempo para lhes enviar fotos mete nojo. Fofinha, eu sei. 

 

 

 

 

 

 

 

 

Por fim... vamos para casa descansar que faltam ainda os outros festivais. 

 

 

 

Ahhh, claro! Quase que me esquecia... as reportagens. Sim, pode não parecer, mas escrevi umas coisas. Podem ver:

 

Aqui - «Macacos iluminados à solta no Ártico com dragões imagináveis» – Primeiro dia do Optimus NOS / Alive

Aqui - «Os Buraka rebentaram com o Sistema. O nervoso, não o de Som.» - Segundo dia do Optimus NOS / Alive 

Aqui - «You Can’t Win, Libertines» Terceiro dia do Optimus / NOS Alive

 

Beijinhos, La Bohemie.

 

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