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La Bohemie

Simplesmente para te dizer.

«Gosto de ti. Não sei se é possível gostarmos de alguém que nunca vimos, mas gosto de ti. Como se ler-te todos os dias me permitisse conhecer o homem que há em ti, como se respirar as tuas palavras me permitisse imaginar as linhas das tuas mãos, idealizar os traços da tua expressão. Não me perguntes como ou quanto, porque não sei explicá-lo, mas gosto de ti. Há coisas que não se explicam, há coisas que são o que são sem explicação. Nunca te disse, nunca o pude dizer. Ou não quis dizer. Ou senti vergonha de o dizer. Quando me despedi dele, naquela tarde, disse-lhe que gostava de ti. E vi. E senti, aquele olhar reprovador. Aquela expressão de quem me renega e alerta para o erro que acabara de cometer. Dizem que a intuição é o olhar do coração e, talvez, por estarem certos, tive o extinto de te enviar aquele texto naquele dia, de te enviar uma mensagem naquela noite, e nas outras, tantas outras. Não sei quem és, mas conheço-te, pensava eu. Sentia. Acreditava. Lia os teus textos e via um pouco do que já fui, como se os teus sonhos fossem parecidos com os meus, como se as tuas mãos tivessem a temperatura das minhas. Como se as tuas palavras completassem as minhas, como se os teus desabafos preenchessem os meus, como se os teus pensamentos inspirassem os meus. Confiei em ti talvez na tentativa de confiar mais em mim. E por isso desejei tanto ver-te, para ter a certeza que te conhecia. Por isso desejei tanto ver-te, para ter a certeza do que sentia. Por isso desejei tanto ver-te, simplesmente para te dizer que gostava de ti.»


Beijinhos, La Bohemie.

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