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La Bohemie

Coincidências da Vida.

Eu sou a miúda das coincidências, sério que sou. Não acredito nesta manigância do acaso, do sem querer, do só porque sim, mas gosto muito de coincidências, acho-as engraçadas, mágicas e divertidas. Dizem que o mundo é pequeno, mas eu acho-o enorme, nós fazemos dele uma monstruosidade deliciosa e por isso recordo-me de todas as coincidências da minha vida, das mais prováveis, às mais improváveis, as boas e as más.

 

E tenho muitas: em 2007 fui com um amigo meu, o Tiago, jantar a Santarém e conheci o Diogo, um dos seus melhores amigos. Em 2009 fui viver para o Brasil e conheci o Pedro, que é de Guimarães, e vim a descobrir que é primo do Diogo e em 2010 conheci a mãe dele num casamento. Passei o Carnaval de 2010 no Rio de Janeiro e recordo-me de estar com um grupo de portugueses, de falar do João Manzarra e o mesmo aparecer-me à frente, assim do nada, em Copacabana, e só ter tempo de lhe dizer «Estava neste preciso momento a falar (mal) de ti.» Depois voltei a encontrá-lo num festival e dei-lhe um beijinho e lembrei-lhe esse momento. Ainda no mesmo ano fui passar férias a Buenos Aires e, enquanto passeava pela Calle Florida, cruzei-me, no meio de uma multidão, com uma amiga minha da Alemanha, no mesmo minuto, no mesmo local. Depois de ter vivido em Porto Alegre com o José e o Jaime, recebi uma mensagem do Jaime passado um ano a contar que tinha conhecido a minha afilhada Catarina numa discoteca madrilena, a mesma afilhada que eu fui encontrar no meio do Sudoeste de 2010, no concerto do Mika. Conheci a Andy no dia em que cheguei a Porto Alegre, em 2009, ela era de lá mas estava a terminar o Mestrado em Portugal. Nunca mais a vi até ao dia 8 de Dezembro de 2010, quando entrei na discoteca Sardinha Biba, em Braga, e encontrei-a mesmo à entrada. Nessa mesma noite conheci a mulher que viria a tornar-se uma das minhas melhores amigas e que acabou por conhecer um dos melhores amigos de um ex-namorado meu, obra do acaso, uma casualidade apenas deles. Há muitas e tantas peripécias de pessoas que conhecem pessoas, caminhos que se cruzam, destinos que se unem. Há uma semana atrás soube que teria de passar o meu aniversário em Lisboa e precisava de um bolo. Procurei no Facebook e encontrei uma página que se chama Bolos da Mafalda. Não fosse eu obcecada pelo meu nome, e não teria enviado um e-mail a pedir à Mafalda que confeccionasse 23 cupcakes para o meu aniversário. No dia seguinte comentei com o Marcelo que tinha encontrado uma rapariga com o meu nome e que fazia uns bolos giríssimos, quando me pergunta «Quem? A Mafalda Matias?» Olhei para ele, na tentativa de me recordar do apelido, quando confirmei que sim, que por acaso era mesmo aquele o nome. «Conheço-a perfeitamente. Ela e a irmã Mariana estudaram na Academia de Música e são minhas amigas.» A conversa prolongou-se entre recordações e gargalhas envolvidas na magia da coincidência. Ainda a saborear a graça de tal casualidade, ontem comentei no Twitter que o meu jantar de aniversário iria ser na sala privada do restaurante The Decadente, quando recebo uma mensagem de um antigo professor meu da Universidade Católica do Brasil a pedir para enviar cumprimentos ao chef do restaurante, Thomas Mancini, e dizer-lhe que tinha sido sua aluna.

 

Tantas e tantas histórias engraçadas que me fazem sorrir por acreditar que somos muitos e que a probabilidade de nos cruzarmos em qualquer ponta do mundo é enorme. E é isso que me dá ainda mais vontade e energia para viver, acreditar que há um mundo para conhecer e que eu faço parte dele.

 

Beijinhos, La Bohemie.

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