Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

La Bohemie

A ironia de um sonho.

De todas as vezes que me lembro de ter sonhado, eu morro. Ou num acidente de carro, ou afogada num mar revolto. Os meus dois únicos traumas reais matam-me nos sonhos. Nunca sou eu a conduzir, mas não há sonho em que não me recorde de levar com veículo na minha direcção esmagando-me contra o condutor. Nunca mais voltei a entrar no mar sozinha, mas não há sonho em que não me recorde de ser levada para as profundezas do oceano. Não tenho medo da morte, tenho medo de não conseguir viver sem ser constantemente assombrada por momentos do passado. A psicoterapia ajuda-me a compreender os factos, a cabeça não. Não é falta de vontade, é falta de coragem. Irónico adorar conduzir e não o conseguir fazer. Irónico adorar o mar e não conseguir senti-lo sozinha. Como é que dois acidentes tão fortes quase nos levam a vida e depois não nos deixam viver? Quando é que deixamos de ter medo? Quando é que deixamos de sentir pânico? Irónico que um dos meus lugares preferidos seja precisamente onde o mar me tentou levar. Irónico que para chegar a esse lugar seja preciso ir no transporte que eu acho sempre que me vai matar. Como é que enfrentamos o medo? Como é que superamos o pânico?

 

 

Sagres

IMG_0515.JPG

IMG_0523.JPG

IMG_0538.JPG

IMG_0529.JPG

IMG_0378.JPG

IMG_0479.JPG

IMG_0380.JPG

IMG_0519.JPG

IMG_0448.JPG

IMG_0391.JPG

IMG_0557.JPG

IMG_0547.JPG

 

 

Praia do AmadoIMG_0616.JPG

IMG_0637.JPG

IMG_0639.JPG

 

 

Praia da Amoreira 

 

IMG_0654.JPG

IMG_0661.JPG

IMG_0663.JPG

 

 Beijinhos, La Bohemie.

Pág. 1/14