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La Bohemie

I Lux You because You Lux Me.

Lux Frágil


Sempre fui uma rapariga de fases e orgulho-me de ter passado por quase todas elas na adolescência. Desde escrever em diários e escondê-los no lugar mais óbvio,  passar os fins-de-semana encafuada em salas de cinema e competir com as amigas a ver quem tinha mais namorados ao mesmo tempo. Houve a fase do secundário, a liberdade de já não ter de usar a farda do colégio, a rivalidade das notas para entrar na faculdade, as tardes livres de Quarta-feira, a derradeira competição de quem conquistava o rapaz mais velho e mais cool do liceu, as primeiras saídas, as primeiras zangas entre amigas por causa de bebedeiras. Depois tive a fase da faculdade, em que já me achava crescida o suficiente para fazer o que quisesse, para viver sozinha, para namorar com o padrinho, para apanhar bebedeiras cada vez que havia festa, as amigas que eram escolhidas para madrinhas de casamento e afinal não se sabe delas, as viagens, os exames. Até que cheguei a esta fase, a fase em que me continuo a achar crescida para fazer e dizer o que me apetece, de viver sozinha e não querer outra coisa, de jantaradas e lancharadas cá em casa, de conversas até às tantas cá em casa, de passar mais tempo no escritório do que no quarto, de utilizar mais o computador do a televisão. A fase em que se tem saudades da licenciatura, das festas da Católica, das amigas que desapareceram e do padrinho que já não é namorado. A fase em contamos com os amigos que são mesmo amigos, a fase em que só estamos com quem nos faz mesmo rir, a fase em que só se vai ao Lux Frágil com os amigos que nos conhecem e fazem rir. Esta fase:

 

A fase em que só estamos com quem nos faz sentir LUX.

 

Beijinhos, La Bohemie.

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