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La Bohemie

Amor-próprio.

«Quando não temos admiração por nós próprios, dificilmente saberemos admirar o próximo.»



«A dimensão humana que se ganha com uma vida preenchida ajuda a tornar-nos admiráveis». Uma vez disseram-me que não basta ter ao nosso lado alguém que se orgulhe do nosso sucesso. É preferível alguém que aceite as nossas fragilidades, os sonhos não concretizados e a forma singular como os queremos viver. Para mim é muito simples: quem não sabe cuidar, não merece ter. A sociedade actual fomenta o individualismo cru e duro e uma relação não subsiste com o individualismo. É necessário haver equilíbrio em tudo, até nas relações. E admiração. Se não existir orgulho e admiração pelo o outro, cai-se num fundo de egoísmo escuro e com o tempo torna-se muito difícil de sair dele. Quem tem essa pré-disposição para se envolver num relacionamento, quem consegue ir além do seu próprio ser e dispõe-se a dividir, a aceitar, a ceder e a aprender com o outro, consegue viver algo maravilhoso a cada novo dia. Mas se essas características são silenciadas pelos defeitos - ou deixamos de apreciar, de notar, de valorizar - o relacionamento entra em colapso, porque muito dificilmente amamos alguém que não admiramos. Sentimentos que envolvam o desejo de estar, de conviver, ouvir, falar ou beijar não se sustentam num relacionamento em que não há admiração pelo outro. Cada vez mais acho que devíamos tornar-nos admiráveis, não só aos olhos dos outros, mas aos nossos. Mais importante do que termos alguém ao nosso lado que nos ame, é conquistarmos o amor-próprio. Requer tempo, empenho, muitas quedas, muitas dores, mas no fim vale a pena. «O que nos torna mais ricos não é o destino final, mas sim o caminho que fazemos até lá».

 

Beijinhos, La Bohemie.

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