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La Bohemie

Doce Agosto.

Esta tripolaridade de estar de férias no Algarve, desejar estar em Lisboa e só pensar nas pessoas do Norte começa a dar comigo em doida. Eu, que detesto fazer e desfazer malas, passo o tempo a carregá-las comigo de um lado para o outro, quase que desamparada à procura de um brinco perdido e abandonado. Pudesse eu ter um pouco dos três mundos num só e ele não me teria dito ainda há pouco «Já deves estar farta de estar aí.» Eu sei, eu sei, a praia de manhã sabe tão bem, as bolas de Berlim ainda melhor, os sunsets, os mergulhos na piscina, os mojitos ao fim do dia, os churrascos e grelhados, as festas, a música, o cheiro a cremes e produtos fantásticos para o cabelo, os biquínis, os calções, as havaianas, os chapéus e óculos de sol... é tudo uma pequena maravilha e eu começo a parecer um pequeno cachalote. Correr: zero. Andar de bicicleta: zero. Sestas depois de almoço: todos os dias. Bolas de Berlim na praia: todos os dias. Estou de férias há uma semana e ainda nem me pesei que esta brincadeira vai durar até ao fim do mês e eu começo a ficar seriamente preocupada. Muito preocupada.

Fazer 23 anos + 1 foi assim a dar para o espectacular - não me apareceu ruga alguma, a celulite continua uma verdadeira desgraça e ainda calço o 37 (só para o caso de quem ainda não me ofereceu um presente, ter a feliz ideia de ir à Fashion Clinic comprar-me uns Louboutin). Eu, mulher das palavras, crónicas e estórias, nem soube o que vos dizer. Comecei um novo ano, o meu ano, e desejo que seja tão bom como todos os outros. Obrigada a todos os que estiveram e fizeram por estar presentes. Obrigada. 

 

 

 

Beijinhos, La Bohemie.

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