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La Bohemie

Santos Populares.

Todos os anos digo para mim mesma que não volto a ir aos Santos Populares, mas é mais forte do que eu. São os amigos que vêm de outras cidades, são os amigos de todos os anos, é o aniversário do meu irmão, é o aniversário da Marta, é o aniversário de tanta gente, é a curiosidade, as borboletas na barriga, são as ruas decoradas a preceito com grinaldas e bandeirolas, balões e pompons, a música e os bailaricos, o cheiro a sardinhas assadas, as bifanas, as ginginhas, a sangria, o caldo verde, os churros e as farturas, as marchas populares, os arraiais, os manjericos, o Santo António. Por mais que diga que não vou, por mais que não me apeteça ir, não consigo ficar em casa enquanto se festeja lá fora. É a noite que eu mais gosto e por isso vou todos os anos. Não ir aos Santos Populares estando em Lisboa é mais ou menos a mesma coisa como não ir às Feiras Novas estando em Ponte de Lima; não sambar ao ritmo dos blocos estando no Rio de Janeiro; não beber cerveja no Oktoberfest estando na Alemanha; não conhecer as Festas da Mercè estando em Barcelona. E eu já fui a todas estas festas e os Santos Populares são os Santos Populares. Todos os anos a festa é diferente, o grupo de amigos é diferente, as pessoas que reencontramos são diferentes, os lugares onde vamos estão diferentes, mas as borboletas na barriga, sinto-as sempre. E é por isso que vou, porque não há noite mais bonita do que a noite de Santo António. E o que se passa nos Santos, fica nos Santos. Para o ano, vou ao São João.

 

 

 

 

 

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Beijinhos, La Bohemie.

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