Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

La Bohemie

Se...

Quero, mas não posso.

Posso, mas não devo.

Devo, mas não quero.


Quantas e tantas vezes evitamos dizer, fazer ou ir... simplesmente ir. E se eu disser, e se eu fizer. Falamos tanto e dizemos tão pouco. Sonhamos tanto e fazemos tão pouco. Queremos tanto e vamos tão pouco. A dúvida consome-nos, a insegurança inquieta-nos, o medo destrói-nos.  Condicionamos a vontade, questionamos o desejo, evitamos a verdade em prol de uma mísera suposição. Se... Deixemo-nos de receios, se acontecer... aconteceu. É entre as reticências e o ponto que observamos, interpretamos e aprendemos. É depois de um ponto que olhamos para trás e temos uma perspectiva diferente da realidade, de nós mesmos e dos outros. As reticências dizem-nos tanto quanto não conseguimos dizer, as reticências são a própria resposta à probabilidade condicional. Como seria tudo tão diferente, se não fosse como é. Como gostaríamos que nada tivesse sido e tudo viesse a acontecer. «Muitas vezes dizemos de nós para nós que seria tudo diferente, se não fosse como é. Pensamos de nós para nós que nos aconteceu o que não devia ter acontecido. Talvez o que devesse acontecer, não aconteceu. Mas não compreendemos a nossa vida apenas a partir do potencial, do que poderia ou não poderia, do que seria ou não seria.» Sejamos a mais bonita e genuína essência de ser, vivamos da mais derradeira maneira de viver, façamos da mais verdadeira forma de fazer.

 


Beijinhos, La Bohemie.